30/07/2020 – Destaque Econômico – Sondagem de Serviços sugere retomada do setor, beneficiado pelas reaberturas.

O Índice de Confiança de Serviços, divulgado hoje pela FGV, subiu 7,3 pontos em julho, para 79 pontos. Esse avanço, maior do que o reportado na prévia, foi puxado pelos dois componentes, o de situação atual e o de expectativas. O nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) do setor avançou de 77,2% para 80,5%, maior patamar desde março. O setor tende a ser favorecido pelas flexibilizações das quarentenas, ainda que haja limites a um total funcionamento sem o advento de uma vacina contra o Covid-19.   Recomposição dos preços das commodities impulsionou IGP-M de julho. Divulgado nesta manhã pela FGV, o IGP-M avançou 2,23%, ante 1,56% em junho. O resultado, pouco acima do que esperávamos (2,13%), reflete a aceleração na margem de todos os seus componentes, especialmente do IPA e do IPC, impulsionados pela recuperação dos preços das commodities e pelos combustíveis, respectivamente. No atacado, o IPA-Agrícola foi o maior vetor altista, influenciado por soja e bovinos. Os preços de produtos industriais também aceleraram, com destaque para minério de ferro e diesel. A recomposição de cotações das commodities deverá manter o IGP pressionado nas próximas divulgações, embora a ociosidade econômica limite os repasses ao varejo.   Expansão do crédito em junho reforça tendência de retomada da atividade econômica. Os dados divulgados ontem pelo BC mostraram expansão interanual de 9,8% da carteira total do Sistema Financeiro Nacional. Essa alta foi puxada pela carteira de recursos livres, para famílias e principalmente para empresas. As concessões totais registraram avanço de 10,9% na margem, após duas quedas consecutivas, segundo nossas estimativas para a série dessazonalizada e deflacionada. De fato, as medidas de estímulo implementadas pelo BC estão surtindo efeito, minimizando os impactos econômicos da pandemia. O dado reportado trouxe, na comparação com maio, um maior espraiamento das concessões entre as linhas, recuo das taxas de juros, queda da inadimplência e estabilidade do comprometimento de renda das famílias.   Diante da percepção de que riscos continuam elevados, FOMC reforçou o sinal de suporte monetário à economia. Na reunião de ontem, o comitê de política monetária do Fed reconheceu os recentes avanços da atividade econômica nos EUA, mas ponderou que choque imposto pela pandemia foi intenso e que os indicadores permanecem muito abaixo dos níveis pré-crise, o que mantém a inflação reduzida. Adicionalmente, o colegiado reiterou a presença de riscos, condicionando a trajetória da economia à evolução da pandemia. Por fim, o Fed anunciou que irá prolongar o programa de compras de títulos do Tesouro e de hipotecas, com objetivo de apoiar o fluxo de crédito para famílias e empresas.   Mercados operam em baixa nesta quinta-feira, atentos aos impactos da pandemia na economia mundial. Investidores reagem negativamente à leitura preliminar do PIB da Alemanha, que recuou 10,1% na passagem do primeiro para o segundo trimestre, ante a expectativa de queda de 9%. Além disso, a divulgação de balanços corporativos e as relações sino-americanas seguem no radar. Assim, os mercados acionários operam em queda e o dólar ganha força ante as demais moeda. Por fim, os preços contratos futuros de petróleo recuam, refletindo também o aumento de oferta previsto para agosto, quando a Opep e seus parceiros devem iniciar a redução dos cortes de produção.  
Fonte: Depto Pesquisa Econômicas Bradesco
Notícia selecionada por Meirelles e Meirelles Advogados – Limeira/SP