28/01/2021 – Destaque Econômico

Inflação no atacado voltou a acelerar, sob influência do aumento dos preços de minério de ferro e derivados de petróleo

  • O IGP-M subiu 2,58% em janeiro, acelerando em relação a dezembro (0,96%) e surpreendendo para cima, diante da alta esperada de 2,41%. Esse resultado refletiu o aumento da inflação no atacado, sobretudo em função dos produtos industriais. As pressões altistas continuam vindo de minério de ferro e derivados do petróleo. Os produtos agrícolas, por sua vez, reduziram a deflação observada em dezembro, mas para variação muito próxima a zero. Além disso, os preços da construção civil aceleraram devido aos reajustes de mão-de obra, contribuindo para o aumento do indicador agregado, enquanto a inflação ao consumidor perdeu força neste mês, influenciada pelo alívio dos preços de energia.

Sondagem da Indústria aponta para moderação da atividade econômica neste início de ano.

  • O resultado final de janeiro do Índice de Confiança da Indústria, divulgado hoje pela FGV, recuou 3,6 pontos em janeiro, ainda acima do nível neutro. Ambos os componentes registraram queda, o de situação atual e o de expectativas. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada, por sua vez, oscilou de 79,3% para 79,9%, ainda em patamar elevado.

Resultado das contas externas em 2020 refletiu impactos da pandemia.

  • Em dezembro de 2020, as transações correntes apresentaram déficit de US$ 5,4 bilhões, o primeiro resultado negativo após oito meses. O saldo foi influenciado pelo déficit comercial de US$ 1 bilhão, em função do aumento das importações no âmbito do Repetro, bem como pelos déficits de serviços e de renda primária. No acumulado do ano, o saldo em conta corrente teve déficit de US$ 12,5 bilhões, o melhor resultado desde 2007, refletindo a queda das importações e das despesas no exterior. Por outro lado, na conta financeira, houve ingresso de US$ 700 milhões em investimentos diretos no país em dezembro, acumulando US$ 34 bilhões no ano – menor valor desde 2009, também em função dos impactos da pandemia.

FOMC reforçou que manterá política monetária acomodatícia por um longo período

Em reunião realizada ontem, o comitê de política monetária do Fed não surpreendeu, mantendo as taxas de juros entre 0% e 0,25%, assim como o seu programa de compra de ativos, atualmente em US$ 120 bilhões por mês. No comunicado oficial, os membros do colegiado reconheceram que o ritmo de recuperação da atividade e do emprego tem moderado nos meses recentes e que o cenário depende muito da dinâmica da pandemia, especialmente de progressos na vacinação. Dessa forma, o FOMC reforçou que seguirá utilizando todo o arcabouço de política monetária disponível para dar suporte à economia, até que a inflação nos EUA fique acima de 2% “por algum tempo” e que a meta de emprego seja alcançada.

Aversão ao risco mantém mercados no campo negativo nesta quinta-feira

  • As preocupações com o aumento do número de casos de Covid-19 e seus desdobramentos em vários países seguem pesando sobre os negócios. Ao longo do dia, as atenções estarão voltadas para a divulgação de balanços corporativos nos EUA. Nesta manhã, os mercados acionários operam em queda e o dólar se fortalece ante as demais moedas. No campo das commodities, as cotações do petróleo recuam e o preço do minério de ferro ficou abaixo de US$ 160/ton pela primeira vez em mais de um mês.

Fonte – Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Bradesco

Notícia selecionada por Meirelles e Meirelles Advogados – Empresarial – Limeira/SP