27/07/2020 – Destaques Econômicos do dia.

Mercado revisou suas projeções para PIB e IPCA deste ano. Segundo o Relatório Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central, o mercado espera contração de 5,77% para o PIB deste ano (ante -5,95% na leitura anterior) e crescimento de 3,5% no próximo ano. Em relação ao IPCA, a mediana das projeções para 2020 recuou de 1,72% para 1,67% e ficou estável em 3,0% para 2021. As medianas das expectativas para a taxa de câmbio não foram alteradas, seguindo em R$/US$ 5,20 no final deste ano e em R$/US$ 5,00 no final do ano que vem. Por fim, as medianas das projeções para a taxa Selic permaneceram em 2,0% e 3,0% para o final de 2020 e de 2021, respectivamente.   Confiança do comércio aponta para continuidade da recuperação da demanda no começo do terceiro trimestre. O indicador, divulgado hoje pela FGV, subiu 1,7 ponto em julho, para 86,1 pontos. Agora, o indicador se encontra 2,3% abaixo do nível observado em março, quando as medidas de distanciamento social foram implementadas. O dado reportado foi puxado pelo componente de situação atual (com alta de 6,4 pontos), enquanto o de expectativas recuou 3 pontos, movimento de ajuste em relação à elevação intensa vista no mês anterior.   Resultado do IPCA-15 de julho trouxe surpresas baixistas generalizadas. A alta de 0,30% representou uma aceleração em relação ao 0,02% divulgado na leitura anterior, mas ficou abaixo do esperado (0,52%). A aceleração no período foi motivada por combustíveis, além de energia elétrica, refletindo os reajustes recentes. Contudo, mesmo nesses casos, os resultados ficaram abaixo do esperado por nós, assim como as variações de alimentação, vestuário e serviços. Os núcleos, em média, aceleraram de 0,01% para 0,11%, mas também ficaram abaixo da expectativa, permanecendo em patamares comportados.   Nos EUA, recuperação econômica segue em curso, a despeito do aumento do número de casos de Covid-19 em algumas regiões. De acordo com a leitura preliminar, o índice PMI composto avançou de 47,9 pontos em junho para 51,3 em julho. Na abertura do indicador, o índice industrial passou de 49,8 para 51,3 pontos, ultrapassando o nível neutro, de 50 pontos, o que indica expansão do setor. Já o índice do setor de serviços subiu de 47,9 para 49,6 pontos, ainda refletindo as medidas de distanciamento social em alguns estados norte-americanos. O indicador agregado atingiu o maior nível em seis meses, reforçando a leitura de que o pior momento da pandemia para a atividade econômica ficou para trás.   Atentos às tensões sino-americanas, mercados acionários operam sem direção única nesta segunda-feira. Investidores monitoram também o avanço da pandemia em vários países. Contudo, a divulgação de balanços corporativos, expectativas com vacinas para Covid-19 e indicadores macroeconômicos trazem algum alívio à aversão ao risco. Na China, os lucros industriais em junho subiram 11,5% em termos interanuais, acelerando em relação ao mês anterior. Na Alemanha, o índice IFO de sentimento das empresas passou de 86,3 pontos em junho para 90,5 em julho, acima do esperado (89,0 pontos). Nesse contexto, o dólar perde força ante as demais moedas. Por fim, os preços dos contratos futuros de petróleo avançam, enquanto a maioria das commodities apresentam queda em suas cotações.  

Fonte: Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos – Bradesco – agencia Focus

Notícia selecionada por Meirelles e Meirelles Advogados – Limeira/SP