18/08/2020 – Destaque Econômico

Produtos agropecuários seguem pressionando indicadores de inflação. A segunda prévia do IGP-M de agosto variou 2,34%, acelerando em relação à prévia equivalente em julho (2,02%), sob influência dos preços no atacado e do INCC. No atacado, os preços aceleraram. No caso dos produtos industriais, a inflação continua pressionada pelo minério de ferro, apesar da perda de força dos preços de derivados do petróleo. Já o IPA-Agropecuário continua pressionado por grãos e pecuária. No caso dos preços de construção civil, destaque altista para o cimento. Assim, o IGP-M fechado do mês deverá ganhar uma tração adicional, motivada pelos preços das commodities agrícolas. Já para o consumidor na cidade de São Paulo, a inflação medida pelo IPC-FIPE avançou 0,33% na segunda leitura de agosto, avançando em relação à divulgação anterior (0,28%). Os principais vetores altistas foram os grupos alimentação, pela menor deflação de produtos in natura, e habitação, influenciado por preços de energia elétrica. Além disso, a atenuação da deflação de educação contribuiu para a aceleração do indicador agregado na capital paulista.  
Exportações de commodities mantêm bom desempenho neste mês. Na segunda semana de agosto, a balança comercial apresentou superávit de US$ 1,4 bilhão, resultante do saldo entre US$ 4,1 bilhões para as exportações e US$ 2,7 bilhões das importações. Os embarques continuam firmes, com ligeiro recuo de 0,6% ante a média da mesma semana do ano passado, e foram impulsionados pelos produtos agropecuários (carnes bovina e suína, milho e açúcar), seguidos pela melhora das vendas de minério de ferro. As importações, por sua vez, recuaram 22,3% na comparação interanual, mas seguem se recuperando gradualmente. Neste ano, a balança comercial acumulou superávit de US$ 33,4 bilhões, nível 16% acima do registrado no mesmo período de 2019.  
Cautela predomina e mercados operam sem direção única nesta terça-feira. Investidores seguem preocupados com as relações sino-americanas e o avanço da pandemia. O número de casos de Covid-19 tem crescido em vários países, limitando o processo de retomada econômica. Outro tópico no radar é o progresso das negociações no Congresso norte-americano para renovar os estímulos fiscais. Em meio a esses temas, os mercados acionários apresentam ganhos modestos e o dólar perde força ante a maioria das moedas. Por fim, os preços dos contratos futuros de petróleo recuam.  
Fonte: Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Bradesco
Notícia selecionada por Meirelles e Meirelles Advogados – Empresarial Limeira/SP