14/10/2020 – Destaque Econômico

Economia mundial deve mostrar retração menos intensa neste ano, segundo projeções do FMI, mas desafios para os próximos anos seguem elevados

No relatório semestral sobre as perspectivas para economia mundial, divulgado ontem, a instituição ajustou suas expectativas para o PIB global deste ano, passando de uma retração de 5,2%, estimada em junho no auge da pandemia, para outra de 4,4%. Esse movimento foi justificado à luz da surpresa com a retomada da atividade econômica global, mais intensa e mais rápida do que o esperado anteriormente. A revisão foi explicada pela melhora das projeções dos países desenvolvidos, de uma contração de 8,1% para outra de 5,8%, com destaque para os EUA (de -8% para -4,3%). Em relação aos emergentes, o Fundo reduziu sua projeção, de -3,1% para -3,3%, em grande medida refletindo a piora da expectativa de crescimento da Índia. No que se refere ao Brasil, o FMI melhorou sua previsão, que oscilou de -9,1% para -5,8%. Para 2021, o órgão reduziu as suas previsões de expansão, de 5,4% para 5,2%, alertando que há desafios a serem enfrentados nos próximos anos, fiscais e sociais. Os desafios fiscais decorrem do forte aumento das dívidas soberanas, por conta do combate à pandemia.

Inflação ao consumidor nos EUA desacelerou em setembro, sugerindo que atividade econômica ainda em recuperação não deve pressionar preços.

  • O índice de preços ao consumidor, divulgado ontem, subiu 0,2% na margem, após ter avançado 0,4% em agosto, acumulando alta de 1,4% em doze meses. Na divulgação, vale destacar a deflação de alimentação no domicílio, além da desaceleração dos preços de combustíveis e serviços. O núcleo do índice, que exclui alimentação e energia, também desacelerou, de 0,4% para 0,2% entre agosto e setembro.

Preocupações com a pandemia deixam mercados sem direção única nesta quarta-feira.

  • Notícias relacionadas à evolução das vacinas para Covid-19 seguem pesando sobre os negócios. Investidores acompanham também a divulgação de balanços corporativos e as dificuldades de um desfecho das negociações do Brexit. Segundo o primeiro-ministro do Reino Unido, o prazo para conclusão das negociações vence amanhã. Na Área do Euro, a produção industrial avançou 0,7% na passagem de julho para agosto, em linha com o esperado. Em meio a esses temas, os mercados acionários operam sem direção única e o dólar se fortalece ante as demais moedas. Por fim, os preços dos contratos futuros de petróleo recuam, mesmo após a Agência Internacional de Energia, em seu relatório mensal, ter mantido a projeção para queda da demanda global neste ano.

Fonte: Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Bradesco

Notícia selecionada por Meirelles e Meirelles Advogados – Empresarial Limeira SP