06/12/2018 – Sinais de melhora da atividade começam a se espalhar

o   O PIB do terceiro trimestre surpreendeu e cresceu 0,8%. A dinâmica mais positiva da agropecuária, do lado da oferta, e dos investimentos, no lado da demanda, foram os destaques. Mesmo que impulsionada por alguns fatores pontuais, como a importação de uma plataforma de petróleo que infla os investimentos, a atividade vem mostrando alguns sinais de recuperação. Com a recuperação da confiança e a agenda de reformas, esperamos crescimento de 1,1% do PIB para esse ano e 2,8% em 2019.

o    O mercado de trabalho formal continuou se recuperando e a taxa de desemprego apresenta queda gradual. Nos últimos três meses, houve geração líquida de empregos formais de 67 mil vagas,  nível suficiente para manter uma queda gradual da taxa de desemprego, que chegou a 12,1% em outubro (desconsiderando efeitos sazonais). Nos últimos meses há sinais de recuperação de empregos em setores mais intensivos em mão-de-obra, como comércio e serviços.

o    A confiança dos empresários de vários setores apresentou alta em novembro, voltando para níveis de 2014. Esse movimento de recuperação começou a ser observado em outubro, mas se intensificou e disseminou em novembro. Em geral, a recuperação da confiança indica melhora da atividade econômica nos meses seguintes, sugerindo que devemos observar crescimento maior na virada do ano.

o    A inflação continua baixa, sem pressões cambiais relevantes e com menos riscos altistas nos próximos meses. Com melhor regime de chuvas, queda do preço de combustíveis e valorização do real em relação aos patamares de meados do ano, os riscos altistas para inflação diminuíram. Além disso, os dados já divulgados confirmam um resultado baixo da inflação.

o    A economia está bem posicionada para uma recuperação de crescimento no próximo ano, já observamos melhores condições de crédito, juros baixos, inflação bem comportada e melhora da confiança de empresários e consumidores. As condições financeiras também melhoraram, criando um ambiente mais favorável para investimentos.

o    Se a agenda de reformas avançar, especialmente as reformas que melhoram as contas públicas (como a reforma da previdência), podemos entrar em um ciclo de recuperação mais longo, com aumento de investimentos, produtividade e redução mais permanente da taxa de juros.
Fonte: Bradesco

Notícia selecionada por Meirelles e Meirelles Advogados – Limeira

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