16/11/2017 – – Avanço das vendas do varejo em setembro reforça cenário de retomada da atividade

Destaques do dia
– Avanço das vendas do varejo em setembro reforça cenário de retomada da atividade
– Recuo do preço do minério de ferro explicou a desaceleração do IGP-10 em novembro
– Indicadores de inflação dos EUA reforçam nossa expectativa de que o Fed continuará a subir os juros
– Consumo privado e investimentos explicaram desaceleração do crescimento do PIB japonês no terceiro trimestre
– Banco Central do Chile manteve os juros em 2,5% a.a. e sinalizou preocupação com a inflação baixa

 

Avanço das vendas do varejo em setembro reforça cenário de retomada da atividade

As vendas reais do comércio varejista restrito cresceram 0,5% na passagem de agosto para setembro, na série com ajuste sazonal, conforme divulgado na última terça-feira pelo IBGE. O resultado ficou acima da mediana das projeções do mercado, que apontava para uma alta de 0,3%. Na comparação interanual, as vendas cresceram 6,4%, intensificando a tendência de recuperação da demanda do setor. A receita nominal avançou 1,1% ante agosto, ainda considerando a série com ajustes sazonais. Setorialmente, seis dos oito segmentos pesquisados registraram crescimento na margem, com destaque para Hiper, Supermercados e Produtos Alimentícios e para Artigos Farmacêuticos, cujas vendas subiram 1,0% e 4,3%, nessa ordem. Já o volume de vendas do comércio varejista ampliado, que também considera os segmentos de veículos e materiais de construção, cresceu 1,0% na margem. Para isso, as vendas de materiais de construção cresceram 0,5%, compensando parte da queda de 0,4% das vendas de veículos e motos, partes e peças. Essa surpresa positiva com os dados do comércio varejista de setembro reforça nossa expectativa de que o consumo das famílias deve seguir auxiliando a retomada da atividade econômica nos próximos trimestres.

Inflação
– FGV: Recuo do preço do minério de ferro explicou a desaceleração do IGP-10 em novembro
O IGP-10 subiu 0,24% em novembro, de acordo com os dados divulgados há pouco pela FGV, acima da nossa projeção (0,19%) e da mediana das expectativas do mercado (0,13%). O recuo em relação a outubro, quando avançou 0,49%, foi explicado pela desaceleração dos preços de produtos industriais e agrícolas no atacado. O IPA Industrial passou de uma alta de 0,61% para outra de 0,15%, ainda refletindo o recuo mais intenso do preço do minério de ferro. No mesmo sentido, o IPA agropecuário passou de uma alta de 0,88% para outra de 0,37% neste mês. O IPC, por sua vez, subiu 0,32% no período, após alta de 0,18% no mês passado. Já o INCC passou de uma elevação de 0,11% para outra de 0,30%. Com esse resultado, o IGP-10 acumulou deflação de 1,1% nos últimos doze meses, ante recuo de 1,3% na leitura anterior.

Internacional
– EUA: indicadores de inflação de outubro reforçam expectativa de que o Fed continuará a subir os juros
O índice de inflação ao consumidor subiu 2,0% em outubro na comparação interanual, ante alta de 2,2% em setembro, em linha com a mediana das expectativas do mercado. Essa desaceleração refletiu principalmente os preços de energia, que passaram de uma alta interanual de 10,2% em setembro para outra de 6,4% em outubro. Já o núcleo, que excluí alimentos e energia, teve ligeiro aumento em relação ao mês anterior, registrando alta de 1,8%, abaixo da meta de 2,0% do FOMC, sugerindo que a inflação corrente permanece bem comportada quando excluímos os itens mais voláteis. Já os preços ao produtor registraram alta de 0,4% na margem, acima das expectativas do mercado, que apontavam para avanço de  0,1%, acumulando elevação de 2,8% nos últimos doze meses. A alta do núcleo dos preços ao consumidor e a surpresa dos preços no atacado reforçam nossa expectativa de que após o provável aumento da taxa de juros em dezembro, o Fed a elevará mais quatro vezes ao longo de 2018.

– Japão: consumo privado e investimentos explicaram desaceleração do crescimento do PIB no terceiro trimestre
A primeira prévia do PIB do terceiro trimestre do PIB do Japão, divulgada na noite de terça-feira, registrou crescimento de 0,3% em relação ao trimestre anterior, abaixo da mediana da estimativa do mercado (0,4%) e do registrado no segundo trimestre (0,6%). Essa diminuição do ritmo de crescimento no terceiro trimestre se deve à contração do consumo privado (-0,5%) e à desaceleração dos investimentos, que passaram de uma expansão de 0,5% para outra de 0,2%. Apesar da surpresa negativa, esse resultado não inviabiliza nosso cenário de crescimento de 1,5% em 2017.

– Chile: Banco Central do Chile manteve a taxa de juros em 2,5% a.a. e sinalizou preocupação com a inflação baixa
O Banco Central do Chile (BCCh) manteve a taxa básica de juros em 2,5% a.a. em reunião de política monetária realizada na última terça-feira, confirmando nossa expectativa e a do mercado. No comunicado divulgado após a decisão, a autoridade monetária manteve o tom mais preocupado com a inflação que permanece em nível baixo, o que pode retardar sua convergência para a meta. Ademais, o BCCh destacou que o cenário externo continua favorável, com melhora no crescimento mundial e sem grandes alterações nas condições financeiras. Por fim, o BCCh reforçou seu compromisso de conduzir a inflação para o centro da meta (3,0%) no horizonte de dois anos. Diante desse cenário, apesar de esperamos que a taxa de juros continue no nível atual por um longo período, acreditamos que aumentou a probabilidade de que a autoridade monetária volte a cortar a taxa básica caso a atividade econômica decepcione mais uma vez ou a inflação continue abaixo da meta.

Tendências de Mercado
Os mercados acionários operam em alta nesta quinta-feira. As bolsas asiáticas fecharam o pregão no campo positivo, com destaque para a alta de 1,5% do índice de Tóquio. As bolsas europeias operam em alta, mesma direção sugerida pelos índices futuros dos Estados Unidos para suas bolsas ao longo do dia. No mercado de divisas, o dólar apresenta leve apreciação ante as principais moedas dos países desenvolvidos, após divulgação dos dados do varejo e de inflação dos Estados Unidos na manhã de ontem.

No mercado de commodities, as cotações do petróleo apresentam leve recuo, após divulgação dos dados de estoques dos Estados Unidos, que mostraram um aumento última semana. As cotações das principais commodities agrícolas sobem, com exceção do café e do açúcar, enquanto os preços dos metais industriais sobem.

Em dia com agenda de indicadores domésticos fraca, o mercado de foca no cenário externo.

Conheça também nosso site: economiaemdia.com.br

Caso não queira mais receber as publicações do DEPEC Bradesco, envie uma mensagem para:
cadastrodepec@infobradesco.com.br

ATENÇÃO:
O BRADESCO não solicita em seus e-mails, em hipótese alguma:
– Atualização de cadastro ou qualquer outro tipo de informação pessoal;
– Números da Agência, conta corrente ou poupança, senhas ou números do Cartão de Crédito
O BRADESCO não envia em seus e-mails arquivos anexados que são executáveis.
– Arquivos executáveis são os que realizam comandos quando abertos pelo usuário. Não há regras, mas as extensões mais comuns para esses arquivos são EXE, BAT, SCR e COM.

Fonte: DEPEC -BRADESCO

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>